sábado, 28 de agosto de 2010

Santos ganha do Goiás por 2 x 0.

Há vida sem Ganso. Aos trancos e barrancos, o Santos mostrou isso neste sábado à noite, no Pacaembu. Azar do Goiás, lanterna do Brasileirão, que afundou ainda mais com a derrota por 2 a 0. Após um primeiro tempo enrolado, com o Peixe sem criatividade, sentindo a falta de seu principal armador, que operou o joelho horas antes da partida, e o Goiás contra-atacando sem, porém conseguir marcar, a equipe da casa desencantou na etapa final com um golaço de Zé Eduardo e outro do garoto Alan Patrick, meia que está sendo preparado para ser a mais nova joia da Vila Belmiro. Agora, o Peixe está na terceira colocação, com 27 pontos, e os goianos seguem na lanterna, com 13.




O pênalti desperdiçado por Neymar (o terceiro no Brasileirão) acabou não fazendo muita falta. Os santistas entraram em campo com uma faixa em homenagem ao amigo e ofereceram a vitória a Ganso. O Santos volta a jogar na quinta-feira, contra o Avaí, às 21h (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já o Goiás, na quarta, recebe o Atlético-MG, também às 21h, no Serra Dourada.



Peixe aperta, mas Goiás equilibra





O Santos começou a todo vapor, apertando o Goiás, criando chances. O técnico Dorival Júnior optou por uma formação mais ofensiva, com Zé Eduardo, Keirrison e Neymar à frente. Marquinhos, mais recuado, tinha a missão de fazer a função de Ganso. No início, as coisas começaram a dar certo. A intensa movimentação dos atacantes alvinegros bagunçava a zaga verde, que corria de um lado para o outro sem conseguir achar ninguém. Aos 8 minutos, Léo foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Keirrison, que fez até pose para cabecear. Testou firme, para baixo, como manda o manual. Mas Harley, com os reflexos em dia e bem colocado, operou um milagre debaixo do gol da entrada do Pacaembu.



O ímpeto santista, no entanto, foi dimuindo. O Goiás acertou a marcação, com Amaral recuando para brecar Zé Eduardo e Rafael Tolói colando e Neymar. Com ataque, marcado, seria a vez do meio de campo santista aparecer. Mas aí ficou evidente que não se acha um novo Ganso assim, de uma hora para outra. Marquinhos bem que tentou, mas não tem a mesma dinâmica do titular, que operou o joelho esquerdo neste sábado e só volta em 2011. O Santos passou a errar muitos passes, o que não tem sido comum neste ano. Melhor para o Goiás.



O time esmeraldino, com a lanterna na mão, jogava sua vida no Pacaembu e, vendo que o bicho do outro lado não era tão feio quanto parecia, passou a tocar a bola, a abrir o jogo e a ameaçar efetivamente o gol de Rafael. Aos 23, Everton Santos dominou a bola usando a mão. O árbitro não viu. O lance seguiu e o atacante esmeraldino bateu de pé direito. Rafael abafou e Durval mandou para escanteio. Em seguida, Rafael Tolói desarmou Neymar com estilo, fez jogada de ponta direita e cruzou na área. Rafael Moura dominou e tentou de bicicleta, mandando a bola por cima do gol.



À essa altura, o jogo já era igual, com o Santos tomando a iniciativa e o Goiás levando perigo nos contra-ataques. Neymar tentava se desvencilhar da marcação, mas caía demais em campo. Em alguns lances, é verdade, o juiz fez vistas grossas para os empurrões no garoto. Em outros, o camisa 11 simplesmente se atirou.



Perto do fim da primeira etapa, o Santos voltou a apertar o Goiás. Isso aconteceu porque os laterais, sobretudo Léo, passou a chegar mais à linha de fundo. Harley se desdobrou e conseguiu limpar a área com boas saídas de gol.



Pênalti perdido e voleio vencedor





O segundo tempo começou com o Goiás dando um susto nos santistas logo aos 50 segundos, quando Bernardo dominou pelo meio, ajeitou o corpo, mediu a distância e mandou a bomba. A bola viajou e entraria no canto esquerdo de Rafael, que voou e espalmou para escanteio.



Passado esse lance, o Santos logo retomou o controle do jogo. Pressionando, andou perto de marcar logo aos 2 minutos, quando Zé Eduardo foi à linha de fundo, pela esquerda, e cruzou rasteiro. Tolói chegou antes de Keirrison e cortou na hora H. K9, aliás, mostrou que está totalmente fora de ritmo. Facilmente marcado, não conseguiu completar nenhuma jogada no segundo tempo. Acabou substituído por Madson.



A mudança tornou o ataque santista mais dinâmico. Aos 24, Zé Eduardo tentou passar por Rafael Tolói e foi derrubado na área. Pênalti. Era a chance para o Peixe sair na frente. Neymar ajeitou a bola, tomou distância e bateu. Mas o tiro saiu fraco, telegrafado. Harley caiu no canto direito e pegou. Foi o terceiro pênalti desperdiçado pelo camisa 11 no Brasileirão (assista ao vídeo). O quinto no ano.



Mas como tem acontecido no ano, houve quem limpasse a barra do garoto. E com estilo. Aos 30, Madson desceu com velocidade pela direita, ajeitou e cruzou de esquerda para Zé Eduardo, que entrava livre pelo outro lado. A bola veio pelo alto, o atacante ajeitou o corpo e, com um lindo voleio, abriu o placar. Gol de Zé Eduardo, mas que Neymar assinaria.



A entrada de Madson deu uma outra dinâmica ao Santos, que voltou a ser veloz e criativo. Em seguida, entraram Danilo e Alan Patrick, nos lugares de Léo e Marquinhos, respectivamente. Jogadores mais leves, rápidos. Era isso o que o Peixe precisava. O Goiás já não tinha mais forças. Corria de um lado para o outro sem conseguir brecar os garotos de camisa branca. Neymar passou a ser caçado em campo. Até seu calção arrancaram.



O segundo gol santista estava maduro. Aos 37, Patrick, aquele que é considerado o sucessor de Ganso, pegou a bola pela meia esquerda e arriscou o chute de direita. O tiro, rasteiro, entrou no canto direito. O Pacaembu explodia mais uma vez.

Vasco empata com o Cruzeiro 1 x 1.

A intenção de ambos era se aproximar dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Mas Vasco e Cruzeiro terão de esperar um pouco mais. Neste sábado, concorrentes diretos que são, cariocas e mineiros empataram por 1 a 1 em São Januário, que recebeu bom público, pela 17ª rodada (13.691 pagantes). Os gols saíram no primeiro tempo. Zé Roberto, de muito longe, marcou para os vascaínos, enquanto a Raposa diminuiu num gol contra do zagueiro Fernando.




Se não foi excelente para ninguém, o placar agrada mais ao time do técnico Cuca, que está em sexto, com 25 pontos. Como Santos (vencedor da Copa do Brasil) e Internacional (campeão da América) já estão garantidos na Libertadores de 2011 e ocupam a terceira e quarta colocações na tabela, a Raposa aparece na zona de classificação do torneio, ao menos até domingo - o Avaí pode assumir esse posto. Já a equipe de PC Gusmão, que poderia ter ultrapassado o adversárioO retrospecto do confronto continua ruim para o time da Colina.


 Nos últimos seis confrontos entre as equipes (ou quatro anos), a equipe celeste não perdeu. Os vascaínos venceram pela última vez no primeiro turno do Brasileiro de 2006, quando fez 1 a 0 em São Januário com uma vitória, ocupa o oitavo lugar, com 23.


O Vasco não vai jogar no meio da próxima semana. O jogo contra o Corinthians, válido pela 18ª rodada, foi adiado para 13 de outubro por conta dos festejos do centenário do clube paulista. A equipe carioca visita o Ceará, sábado que vem, às 18h30m, no Castelão. O Cruzeiro vai entrar em campo na próxima quarta-feira, contra o Flamengo, às 22h, no Parque do SabiáFelipe no meio, Zé Roberto um pouco mais adiantado, Éder Luis aberto pela direita e Carlos Alberto na esquerda. Foi a confiança neste quarteto que fez a torcida do Vasco encher São Januário para ver o time jogar. Ninguém poupou fôlego. Carlos Alberto deu carrinho para pressionar a saída de bola adversária, Éder correu sem parar, e Zé Roberto se movimentou por todo o meio-campo. A equipe que não ousou dar um chute a gol sequer contra o São Paulo, no meio de semana, teve gana contra o Cruzeiro. Teve alma. Éder Luis e Dedé foram os primeiros a tentar, antes dos dez minutos. O atacante parou em Fábio, enquanto o zagueiro errou por pouco.




Concorrente na disputa por um lugar no G-4, a Raposa não se intimidou. Dos pés do meia Montillo nasceram as melhores jogadas. O jogo celeste passa todo pelo argentino, que chegou há pouco tempo, mas é o dono na 10. Com ele na articulação, e Rômulo e Diego Renan pela alas, a equipe de Cuca consegue ser sempre veloz. Na frente, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista não deram sossego aos zagueiros. Aos 20, Rômulo passou por Irrazábal (lateral-direito improvisado na ala esquerda) com um chapéu e achou Thiago na área. Wellington Paulista não alcançou, mas sobrou para Diego Renan. O chute de direita ficou na defesa. Quatro minutos depois, Montillo ganhou de Felipe no meio, Rômulo disparou com a bola e a devolveu ao argentino na linha de fundo. Fernando Prass saiu bonito para cortar o cruzamento.



O Vasco parou, e a torcia sentiu, ficou mais acanhada. Despertou aos 30. Carlos Alberto achou Éder Luis pela esquerda da área, e o atacante bateu rasteiro. Fábio saiu bem para abafar. Pouco depois, uma baixa importante para o técnico PC Gusmão. Felipe sentiu um problema muscular na coxa direita e teve de deixar o jogo. Saiu com muitas dores e foi substituído por Alan.



À vontade, o Cruzeiro assustou, aos 36. Rômulo cruzou, e Wellington Paulista desviou de cabeça. A bola saiu sem direção e se perdeu pela linha de fundo. O 0 a 0 parecia insistente, mas não duraria até o intervalo. Em cinco minutos, a emoção deu as caras, principalmente porque o Vasco não desistiu. Aos 43, Carlos Alberto aproveitou falha da defesa, dominou e achou Zé Roberto quase na pequena área. O camisa 10 dominou mal, levou para o pé esquerdo e arriscou. Acertou a rede pelo lado de fora. Enquanto ainda ouvia broncas dos torcedores, Zé foi novamente procurado pela bola. Um minuto depois, recebeu fora da área e arriscou do meio da rua. Com raiva e precisão, no ângulo: 1 a 0 para fazer o caldeirão de São Januário explodir.



O segundo poderia ter saído com Fagner, aos 46, mas o chute parou em Fábio. Só que o Cruzeiro também não desistiu. Dois minutos depois, confusão na área vascaína, a bola sobrou para Thiago Ribeiro no cantinho da pequena área, ele bateu cruzado, e o chute desviou em Fernando antes de entrar: 1 a 1.



Cruzeiro melhora, mas Vasco equilibra



O Vasco voltou do intervalo com uma mudança. O lateral-esquerdo Carlinhos substituiu Irrazábal, que sofreu no primeiro tempo. Cada investida de Rômulo era um perigo. Se no primeiro tempo esperou a iniciativa vascaína, o Cruzeiro tentou resolver na etapa final. Foi mais incisivo, teve atitude. Aos seis, Fernando Prass mostrou que está com o reflexo em dia. Thiago Ribeiro chutou forte, e o goleiro espalmou.



Mais ataque e mais marcação. A equipe celeste conseguiu dominar o jogo porque soube marcar Carlos Alberto. Em vários momentos o meia se viu cercado pelos adversários. Bastava tocar na bola que brotavam cruzeirenses. O Vasco teve de buscar alternativas. Éder Luis, bem menos acionado no segundo tempo, voltou a aparecer após boa jogada de Alan, aos 11. Lançado na esquerda, o atacante cortou para o meio, mas errou o alvo (por muito!). Jogou pela lateral do campo.



O Cruzeiro esteve muito perto do segundo, mais uma vez com Thiago Ribeiro. Aos 25, Rômulo recebeu de Montillo na direita e colocou na cabeça do camisa 11. No desvio de cabeça, a bola passou muito perto da trave de Prass. Gol que ele não está acostumado a perder. Foi o último bom lance de Thiago no jogo. Cuca tirou o atacante e colocou Wallyson. No meio, Montillo deu lugar a Roger. No Vasco, PC tirou Zé Roberto, que já aparentava cansaço, e lançou Jonathan. E foi o garoto que despertou os cruzmaltinos. Com velocidade, encarou os marcadores e tentou recolocar Carlos Alberto no jogo.



Wallyson também entrou bem. Aos 37, ele foi lançado pela direita, invadiu a área e tocou bonito sobre Fernando Prass. A bola subiu demais. Wellington Paulista também teve chance chance, mas perdeu. O zagueiro Fernando também poderia ter feito o segundo, só que jogou para fora. Pelos gols perdidos, resultado justo.

Internacional ganha do Botafogo por 1 x 0.

O Internacional interrompeu a série de cinco vitórias do Botafogo e fez valer o seu mando de campo. Na noite deste sábado, o Colorado bateu o Alvinegro por 1 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre, e subiu mais um degrau na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time gaúcho foi a 27 pontos e chegou à quarta colocação, enquanto os cariocas caíram de terceiro para quinto lugar, mas ainda dentro da zona de classificação da Libertadores por conta da presença de Internacional (campeão da América) e Santos (vencedor da Copa do Brasil) Comandado pelo maestro D’Alessandro, o Inter conseguiu se impor dentro do seu território. Variando jogadas pelas laterais, mas também apostando nas investidas pelo meio, o Colorado chegava com certa facilidade à área do Botafogo e não dava espaço para o adversário avançar.




Logo aos 4 minutos, Leandro Damião arrancou o primeiro “uhhhh” da torcida ao receber dentro da área, girar e finalizar com perigo. Pouco depois, aos 6, foi a vez de D’Alessandro assustar num chute que passou perto do gol. Só dava Inter. Aos 16, Rafael Sobis recebeu de D'Ale, arrematou forte e exigiu grande defesa de Jefferson. No rebote, Leandro Damião tentou encobrir o goleiro botafoguense, mas errou o alvo.



Se D'Alessandro era o cérebro, Leandro Damião era a referência na frente. Das 12 finalizações do seu time no primeiro tempo, oito foram do camisa 9. E foi ele quem tirou o primeiro zero do placar. Aos 23 minutos, Sobis cruzou da esquerda, Kléber desviou de cabeça, Damião resvalou (ou pelo menos disse que resvalou) e a bola morreu no fundo do gol. Na hora da comemoração, tanto o lateral quanto o atacante correram para o abraço como quem reivindica a autoria do lance. Mas o árbitro Sandro Meira Ricci anotou mesmo para Damião.

Preso no seu campo e presa fácil da marcação de Tinga & Cia, o Botafogo raramente passava da linha intermediária. O primeiro chute a gol do alvinegro carioca só ocorreu aos 42 minutos, quando o Inter já tinha arriscado 11 vezes. E a tentativa foi em dose dupla, com Jobson e Maicosuel no rebote. Contrariando o ritmo do jogo e graças à melhora de Maicosuel, o Bota conseguiu achar gás para reagir no fim da primeira etapa. Nos últimos quatro minutos foram quatro chances reais, com Herrera e Fahel também ameaçando o gol de Renan.




A expectativa era que o Fogão voltasse do intervalo no mesmo pique. Mas com 1 minuto de bola rolando lá estava Leandro Damião de novo cutucando. Se não fosse o reflexo de Jefferson, o atacante colorado teria feito mais um gol. O técnico Joel Santana tinha acabado de fazer a primeira alteração – Fahel por Caio –, aos 8 minutos, quando foi obrigado a trocar de novo. Jobson reclamou de dores na perna esquerda e foi substituído por Edno aos 13. Já que estava mexendo por atacado, o treinador alvinegro mudou mais uma e, aos 18, tirou Herrera para a entrada de Loco Abreu.



De ataque novo em campo, o Botafogo não conseguiu melhor sorte. O segundo tempo, é verdade, foi bem mais fraco que o primeiro. Mas as raras chances, quase todas nos chutes longos de D’Alessandro, eram do lado do Colorado, que parecia mais preocupado em fazer a bola rodar do que em tentar ampliar o marcador. Para renovar o fôlego da sua equipe, Celso Roth trocou Leandro Damião por Éverton e Rafael Sóbis por Andrezinho.



O Botafogo teve a sua melhor chance do segundo tempo nos pés de Edno, aos 31 minutos, numa cobrança de falta. No rebote de Renan, a bola caiu livre para Loco Abreu, mas o uruguaio estava impedido. Nos minutos finais, Caio, irritado com as firulas de Andrezinho, fez falta mais dura e recebeu cartão vermelho. E foi isso...



Na próxima rodada, o Botafogo visitará o Grêmio Prudente no interior paulista, enquanto o Inter irá a Salvador enfrentar o Vitória. Ambos os jogos serão às 19h30m de quarta-feira.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rogério Lourenço não é mais o técnico do Flamengo.

Rogério Lourenço não é mais treinador do Flamengo. Nesta sexta-feira, ele se reuniu com Zico, diretor executivo de futebol, e os dois chegaram à conclusão de que não havia mais condições para a permanência no cargo. A saída, portanto, foi de comum acordo. Há chances de Rogério seguir no Flamengo, mas em outra função.




Enquanto o clube busca um novo treinador, Toninho Barroso assume interinamente. Ele já dirigiu o Fla por seis jogos em 1998, e não ganhou uma vez sequer. Ao todo, foram três empates e igual número de derrotas.



Na quinta-feira, o Rubro-Negro foi a campo e empatou sem gols com o Atlético-MG, no Maracanã. A torcida ao fim do jogo hostilizou o treinador e pediu sua saída. Com 21 pontos, o Fla está em décimo no Campeonato Brasileiro. Em 16 jogos no torneio, o time conquistou cinco vitórias, seis empates e cinco derrotas.



Apesar de ter uma das melhores defesas da competição, com apenas 12 gols sofridos, a equipe carioca tem o segundo pior ataque, com 13 gols - à frente somente do Ceará, que fez 12. O técnico sai justamente na hora em que o clube vai reforçar o setor, com a chegada de Deivid e Diogo.



O treinador assumiu a equipe nas oitavas de final da Taça Libertadores, após a demissão de Andrade. O primeiro jogo foi contra o Corinthians, no dia 28 de abril. O time ganhou por 1 a 0 no Maracanã, gol de Adriano em cobrança de pênalti.



A equipe rubro-negra conseguiu a vaga nas quartas de final apesar da derrota por 2 a 1 no jogo de volta, em São Paulo, no saldo de gols qualificado. Na fase seguinte, o Fla perdeu por 3 a 2 para o Universidad do Chile, no Maracanã, e foi eliminado do torneio apesar de ter vencido por 2 a 1 em Santiago.

Grêmio perde para o Santos por 2 x 1.

Não é apenas uma questão de pés. É de cabeça também. O Grêmio se mostra preocupado com os efeitos psicológicos da presença na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Na prática, o clube teme que a pressão por uma retomada imediata possa prejudicar o rendimento do time. É aquilo: quanto mais precisa vencer, mais nervoso fica; quanto mais nervoso fica, mais difícil fica de vencer.




Renato Gaúcho, logo depois da derrota de 2 a 1 para o Santos, falou sobre o assunto. Ele disse que vem tentando tranquilizar o elenco ao mesmo tempo em que busca injetar ânimo nas veias dos atletas.



- Desde que cheguei, estou trabalhando a cabeça dos jogadores. Conheço meu grupo. E o jogador tem que ser profissional. Milhões querem estar no lugar deles, e não falo isso por ser gremista. Eles ganham bem, ganham em dia, têm uma torcida maravilhosa. Isso já é um fator psicológico para eles – disse Renato.



O goleiro Victor não tem dúvidas de que a pressão atrapalha. E tem uma dica para o time voltar a vencer e, assim, se tranquilizar.



- Isso tem uma certa influência. A confiança vem com bons resultados, quando o time está bem, em posição confortável. Em um momento como esse, o mais simples é o mais eficiente. Temos que jogar na simplicidade.



A diretoria do Grêmio diz que está atenta à situação. Alberto Guerra, diretor de futebol do clube gaúcho, afirmou que estuda colocar um profissional em contato com os atletas especificamente para lidar com o lado emocional deles.

Vitória empata com o Guarani por 1 x 1.

Um gol de Júnior estava deixando o Vitória perto do G-4 do Brasileirão. No entanto, um pênalti acidental de Reniê possibilitou o empate do Guarani, no Barradão, nesta quinta-feira. A igualdade por 1 a 1 em Salvador, pela 16ª rodada da competição, foi ruim para as duas equipes, que adiaram o sonho de se aproximar do G-4 e começam a se preocupar com a zona de rebaixamento.




O Rubro-Negro baiano tem 21 pontos, na 11ª colocação. Em 14º lugar, o time de Campinas tem um ponto a menos. Na zona intermediária, o Bugre está a quatro pontos do G-4 e a cinco da zona da degola.



O jogo marcou o reencontro do técnico Vágner Mancini com o time baiano, que treinou entre 2008 e 2009. Antes da partida, ele foi cumprimentado por muitos atletas do atual elenco e deu um longo abraço em Toninho Cecílio, comandante do Vitória.



Retranca anunciada





Sem o atacante Mazola, suspenso, o Guarani entrou em campo com uma proposta muito clara: armar um ferrolho na defesa e tentar definir o resultado no contra-ataque. Vágner Mancini escalou cinco homens no meio de campo, com Mário Lúcio um pouco mais avançado e chegando próximo a Ricardo Xavier.



Esperto, o Vitória adotou a pressão na saída de bola do rival e, com desarmes precisos, neutralizou e surpreendeu a retranca bugrina. Logo aos 12 minutos, Júnior recebeu a bola do jeito que gosta: fazendo o pivô para girar e finalizar a gol. Assim ele fez: deu um tapa para tirar da marcação e chutou de esquerda, cruzado, sem chances para Emerson: 1 a 0 Leão.



Mesmo com o gol sofrido, o Guarani hesitou em mudar seu estilo de jogo. E continuou na defesa, tentando segurar o ataque rival. Aos 25, Bida encheu o pé de fora da área, e Emerson conseguiu desviar com a ponta dos dedos, evitando o segundo gol do time da casa.



A defesa do Vitória trabalhava tão pouco que o goleiro Viáfara se deu ao luxo até de 'driblar' um sapo que 'passeava' no gramado do Barradão (veja no vídeo acima). Perigo, mesmo, só veio aos 42, em um chute de Ricardo Xavier, que se livrou de Reniê e chutou em cima do arqueiro colombiano.



Aparente domínio e pênalti de castigo





O Vitória voltou para o segundo tempo pensando que o resultado estava definido. Não estava. Até porque Vágner Mancini resolveu soltar um pouco mais seu time, com Geovane e Rômulo em campo. Mais arisco, o Bugre criou chances e quase empatou aos 18, em uma cabeçada de Aílson que Renato salvou em cima da linha.



Cansado, o artilheiro Júnior deu lugar ao estreante Kléber Pereira, substituição que rendeu vaias da torcida. Os fãs do Vitória pareciam prever o pior. O ex-atacante do Santos até tentou se movimentar, mas ainda precisa melhorar a forma física para dar maior contribuição ao time.



O Leão parecia não acreditar em uma reação do Guarani. Ela veio aos 30, em um chute de Rômulo que bateu no braço de Reniê. Pênalti e expulsão do zagueiro rubro-negro. Na cobrança, o atacante chutou rasteiro e no meio do gol, empatando a partida.



Com um a mais, o Bugre quase virou o jogo em uma escapada de Diogo. O atacante invadiu a área pela direita, mas parou em Viáfara. Do outro lado, Evandro teve a chance de desempatar em uma finalização torta na pequena área.



O empate era mesmo o mais justo. Ainda assim, Fernando tentou uma última cartada em cobrança de falta. Emerson defendeu com segurança.

Fluminense ganha do Goiás por 3 x 0.

O fechamento do Maracanã para obras visando a Copa do Mundo de 2014, a partir do dia 8 de setembro, repercutiu da pior maneira possível nas Laranjeiras. Após o treinamento da manhã desta sexta-feira, a chateação era evidente durante as entrevistas coletivas e todos no Fluminense foram unânimes ao se sentirem prejudicados pela decisão da CBF e da Ferj na noite quinta-feira.




De volta ao Tricolor após um ano e meio, Washington precisou de apenas três jogos – Atlético-PR, Inter e Vasco – para sentir novamente a força do torcedor no estádio e lamentou bastante a perda daquele que é apontado por ele como “palco do Flu". Segundo o Coração Valente, a ausência do Maracanã pode fazer a diferença na disputa pelo título.



- Vai pesar. Nos últimos anos, este é o melhor desempenho do Fluminense no Brasileiro. Infelizmente, agora vamos ficar sem nossa casa, sem nosso palco. As coisas estão indo bem, a torcida tem enchido o estádio e, de repente, vai fechar. Tudo bem que está fechando para a Copa (de 2014), mas infelizmente não vamos poder contar com ele, com a torcida lotando o Maracanã. Somos um time que está sendo vencedor em casa. Vamos ter de achar outro lugar e vencer. Se continuasse aberto, tenho certeza de que receberia de 60 mil para cima por jogo

Muricy Ramalho seguiu a mesma linha de raciocínio de seu artilheiro. Citando os exemplos dos mineiros, que têm tido campanhas irregulares desde o fechamento do Mineirão, o treinador se mostrou triste e resignado com a situação.




- Recebi com tristeza (a notícia). O Maracanã faz parte da história. Vai prejudicar os times do Rio. O Cruzeiro e o Atlético-MG sem o Mineirão são exemplos disso. A cada jogo estão em um estádio diferente, não se acostumam, tudo é diferente. Ficamos tristes, mas temos que entender o outro lado. Se é por motivo de segurança, temos que aceitar. Com certeza, o prejuízo é enorme.



O treinador evitou se aprofundar também sobre as justificativas apresentadas para o fechamento do estádio.



- No futebol do nosso país é difícil ter alcance de tudo. Damos a opinião que achamos, mas é complicado ter certeza de tudo. Acho que o prejuízo vai ser grande. O resto nós não sabemos.



O Fluminense ainda não se pronunciou sobre a “nova casa” após o dia 8 de setembro. Até lá, o Tricolor encara ainda o São Paulo, domingo, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã, pela 17ª rodada do Brasileirão, e o Palmeiras, na próxima quarta.